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A maior vitrine da indústria gráfica mundial, a Drupa, na Alemanha, apresentou, durante o último mês de abril, os principais lançamentos, novidades e tendências de mercado.
O setor de acabamentos gráficos esteve muito bem representado, com diversos expositores de termo laminação, laminação úmida, verniz UV total e localizado, corte e vinco e hot stamping. Dentre todos esses segmentos, aquele que mais se destacou foi o de termo laminação gráfica, com a presença de 16 fabricantes de equipamentos: GBC, GMP, Foliant, Autobond, Lamtex, CG, Colomag, Billhofer, Ecoplast, D&K , Tecnomac, Steinemann, Planaplastic, Termoplastic, Paperplast e Ecosystem. Esta última vendeu um equipamento de altíssima produtividade para uma gráfica no Brasil.
Existem equipamentos para todos os bolsos e gostos, apresentando uma diversidade de formatos, saca folhas automático e alimentação automática ou manual. Um desses equipamentos rodou (presenciado por mim!), a uma velocidade nominal de operação de 90m/min, o equivalente a uma incrível operação de termo laminação de 11.250 folhas/hora, com uma folha de comprimento médio de 48 cm., velocidade esta equivalente à das impressoras off-set de ponta. Muitos desses fabricantes de equipamentos para termo laminação ficaram muito interessados no mercado brasileiro ao tomarem conhecimento da inexistência de fabricação local de equipamentos automáticos nesse segmento.
O fato de as máquinas para termo laminação terem se tornado tão produtivas, e, ao mesmo tempo, de oferecerem uma variedade de preços acessíveis, reascendeu um grande interesse das gráficas em voltar a ser auto-suficientes nesse processo. “Durante a Drupa 2004, foram vendidos 38 equipamentos automáticos de termo laminação para empresas gráficas e, após o evento, esperamos fechar pelo menos outros 30 equipamentos”, afirma John Turner – CEO da GBC Films USA. O fato de a termo laminação ser um processo que não agride o meio ambiente, com total isenção na emissão no processo, reforça a boa imagem do processo frente ao mercado gráfico. Aliás, as laminações que emitem gases durante o processo de secagem como a laminação à base de solventes já estão banidas da comunidade européia, e as laminações solvent less também estarão a partir de 2005.
Uma novidade apresentada na Drupa foi a possibilidade de obtenção de diversos efeitos gofrados sobre qualquer tipo de filme termo laminado (fosco, alto brilho etc.), com equipamentos automáticos para termo laminação, que possuem o cilindro térmico escamoteável, o que permite trocar o tipo de “gravação” realizado pelo cilindro gofrado em pouquíssimo tempo. Esse efeito cria uma nova possibilidade de apresentação, já que o produto final pode ser, por exemplo, um filme que imita, de uma forma muito real, uma textura de couro, utilizando, no entanto, filmes para termo laminação.
A massiva presença dos fabricantes de filmes e máquinas para termo laminação na Drupa 2004 demonstra uma forte tendência e a grande importância do processo no setor gráfico. Nosso dever é estar “antenados” para as mesmas, e cada vez mais competitivos.
* Marcos Marcello é Diretor de Marketing da Prolam Termolaminação e participou da Drupa 2004 entre 15 e 19/05/2004. |