| Laminação, mercado em rápido crescimento |
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Substituindo a plastificação em ritmo acelerado, processo de acabamento deve se expandir com a maior oferta de filmes e a aquisição de equipamentos pelas empresas. Em um curto período de 15 anos, o mercado de laminação no Brasil passou por uma intensa expansão, movimento que contínua em ritmo acelerado, com a exploração de novos materiais e a definição de processos de aplicação desse tipo de acabamento, que está substituindo a plastificação – método empregado pela indústria gráfica brasileira há cerca de 30 anos.A aplicação de filme plástico sobre cartões ou papéis impressos ou não é feita por meio de dois processos diferentes. Um deles é a termolaminação com filme pré-adesivado, o polipropileno bi-orientado (BOPP), transferido para o impresso por meio de temperatura e pressão. O outro é a laminação a frio – também conhecida como “a seco” ou “wet”, pois nesse caso, o adesivo é colocado ao filme durante o processo. Aplicável a praticamente qualquer produto gráfico, a laminação atende a um dos principais quesitos de diferenciação no mercado gráfico, o valor agregado aos produtos finais. Em diferentes padrões, como matte, brilhante, alto brilho, prata e holográfico, os filmes para laminação podem ainda receber um tratamento que torna a superfície ideal para recebimento de verniz UV localizado ou hot stamping, o que amplia ainda mais as possibilidades de embelezamento desses impressos. Por isso mesmo, esse tipo de acabamento é empregado em materiais de ponto-de-venda e impressos promocionais, produtos sofisticados, como embalagens especiais, e principalmente em itens que devem atrair a atenção dos consumidores ao serem expostos nas prateleiras, como cadernos e livros – produtos que também apresentam alto grau de manuseio e requerem resistência superior. EvoluçãoHá pelo menos três décadas, as gráficas brasileiras começaram a plastificar os impressos. O método, que utiliza filme base de polietileno, considerado menos nobre que o BOPP da laminação, ainda tem utilização bastante intensiva. “Na verdade, criou-se essa distinção entre os dois processos para o mercado perceber que se tratava de uma novidade, um produto mais nobre”, explica Marcos Marcello, diretor de Marketing da distribuidora de filmes Prolam. Questão de temperatura?De fato, a partir de 1997, houve um importante incremento, a partir da adoção do processo por dezenas de empresas – gráficas em geral, caderneiros, editoras e prestadores de serviços. Nos dias de hoje, a questão que movimenta esse segmento em plena trajetória de crescimento diz respeito aos processos. Na verdade, um ponto de convergência, no qual os integrantes desse mercado avaliam a relação custo-benefício dos processos a quente e a frio, em busca da melhor opção em termos de qualidade e lucratividade. EquipamentosTalvez um ponto fundamental na definição dessa tendência esteja na disparidade entre o valor dos equipamentos. Enquanto uma máquina a frio custa cerca de 550 mil Euros, uma termolaminadora sai por aproximadamente R$ 20 mil. Marcello, da Prolam, acrescenta além da disponibilidade de filmes mais ampla, já existe no Brasil um parque industrial de termolaminação instalado – cerca de 18 máquinas em todo o país –, que é bem maior que o número de máquinas para laminação a frio. Inovação em filmesAlém das máquinas, cresce a oferta de filmes, todos importados, de países como Estados Unidos, Índia, França e Espanha. Atualmente, o mercado assiste a uma verdadeira invasão de diferentes tipos de filmes. “Introduzimos no mercado a versão do filme prata, que, ao ser aplicado em algumas tonalidades de tintas, dá a estas um efeito metalizado”, comenta Marcello da Prolam. A distribuidora inovou com filmes holográficos que oferecem um aspecto visual tridimensional, com “movimento”, que fazem sucesso quando aplicados em materiais para o público infantil. Outra novidade são os filmes a base de poliéster, com resistência a riscos, rasgos e abrasão superior ao BOPP. “A versão alto brilho é ainda mais intensa e a versão fosca tem uma apresentação menos ‘matteada’”, diz Marcello. A próxima novidade anunciada é o filme “Anti Scuff” (anti-risco), em BOPP, que se destina principalmente aos produtos com alto valor agregado, como livros de arte e reports de grandes corporações. Nova onda de evoluçãoEssa expansão do parque industrial, iniciada há cerca de três anos, deverá conduzir a um acirramento da concorrência, marcando nova etapa da crescente evolução do mercado de laminação. “Antes, as empresas tinham impressoras muito rápidas, mas a laminação não acompanhava esse ritmo. Hoje, existem termolaminadoras com produtividade bastante compatível ao processo industrial.”, comenta Marcello, da Prolam. Fonte: Revista Abigraf 229 - maio/junho de 2007 |
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